Você costuma agir sem avaliar os riscos?

Você toma decisões de maneira impulsiva?Por que sua mente busca atalhos em momentos de urgência? Imagine que você está dirigindo e, de repente, um carro freia bruscamente à sua frente. Sem pensar muito, seu pé vai direto no freio. Essa resposta rápida, quase automática, é uma estratégia da nossa mente para lidar com situações urgentes. O psicólogo Daniel Kahneman, chama esse tipo de pensamento de sistema 1: rápido, emocional,intuitivo e impulsivo.

Esse sistema é extremamente útil em momentos de perigo ou quando precisamos tomar decisões simples do dia a dia, como escolher o caminho mais curto até o trabalho ou decidir o que comer no almoço. No entanto, quando usamos esse mesmo “modo rápido” para decisões mais complexas , como iniciar ou terminar um relacionamento, trocar de emprego ou tomar uma decisão financeira importante , podemos nos precipitar.

O filósofo Sêneca já dizia que a prudência e a reflexão são essenciais para agir com sabedoria. E elas exigem tempo.Parar,pensar , avaliar para agir com mais prudência e responsabilidade.

É natural querer resolver tudo de forma imediata, especialmente em momentos de crise ou ansiedade. Mas a verdade é que muitas decisões importantes se beneficiam de uma pausa. Às vezes, é no silêncio e na espera que conseguimos perceber o que realmente importa.

Pense, por exemplo, em alguém que termina um relacionamento depois de uma briga intensa. No calor do momento, a emoção domina e a decisão parece inevitável. Mas, com um pouco de tempo e reflexão, essa pessoa poderia entender melhor o que aconteceu, comunicar-se de forma mais clara e talvez tomar uma decisão mais consciente , seja para seguir ou para encerrar, agora com clareza.

Na psicoterapia, ajudamos nossos pacientes a identificar os padrões de pensamento automático e compreender como suas emoções influenciam suas escolhas. Uma das práticas comuns é desenvolver o que chamamos de “observador interno” , a capacidade de perceber o que se sente e pensa, sem agir imediatamente.

Ao criar esse espaço entre o estímulo (situação) e a resposta (ação), a pessoa se torna mais capaz de escolher com base em seus valores e objetivos, e não apenas em impulsos momentâneos.

Você costuma agir sem avaliar os riscos? Já tomou decisões das quais se arrependeu depois? Talvez esteja na hora de experimentar um novo jeito de decidir: com pausa, reflexão e escuta interna.

Nem toda escolha precisa ser imediata. Em muitos casos, é no tempo da espera que a direção certa se revela.

Isabel Beloni | Psicóloga Clínica
Terapia Cognitivo Comportamental e Contextuais para Adolescentes e Adultos e Orientação Parental (Crianças e Adolescentes ).
📍Atendimento on-line.

Publicado no dia 16 de julho de 2025!

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