Educar é tarefa de casa: presença, limites e afeto na infância e adolescência.

Vivemos tempos em que muitos olhares se voltam para o estado , escola ou para o sistema de justiça em busca de respostas diante dos desafios do comportamento infantojuvenil.

E, embora essas instituições tenham sim um papel relevante na formação social e no cuidado coletivo, é fundamental fazermos uma pausa e olharmos para o óbvio: a educação começa ,e deve ser sustentada ,em casa!

Pais e mães não são apenas provedores. São os primeiros e mais importantes educadores. São referência de afeto, de limites, de valores e de presença. Quando esse lugar é enfraquecido, muitas vezes por excesso de trabalho, insegurança, culpa ou desorientação, o desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes também perde sustentação.

Colocar limites não é ser autoritário, é oferecer segurança! É ensinar que o mundo tem regras, que nem tudo pode, e que respeitar o outro é parte da vida em sociedade. Crianças que crescem sem limites claros tendem a experimentar frustrações maiores no futuro, quando o mundo fora de casa cobra aquilo que os pais deixaram de ensinar.

Estar presente não é só estar fisicamente. É prestar atenção, ouvir com interesse, perceber os sinais sutis do comportamento, perguntar como foi o dia, olhar nos olhos. Crianças e adolescentes precisam saber que têm um porto seguro, alguém que se importa de verdade , mesmo nos dias difíceis.

Conversar é mais do que falar. É criar um espaço de confiança. É ouvir sem julgar, orientar sem oprimir. Muitos pais desejam filhos que se abram, mas não cultivam o tipo de vínculo que permite esse diálogo. Diálogo se constrói com tempo, com paciência, com disposição para sair do automático.

Educar é, sim, desafiador. Exige consistência, revisão de práticas e muita coragem emocional. Mas é também uma das missões mais nobres da vida. Ao assumirmos com seriedade e amor esse papel, estamos não só formando nossos filhos, mas contribuindo para uma sociedade mais saudável, consciente e segura.

A responsabilidade é compartilhada, sim …Mas precisamos encarar o óbvio: pais e mães precisam voltar a educar!A colocar limites!A conversar !A estar presentes!E pais presentes fazem toda a diferença.😉

Isabel Beloni | Psicóloga Clínica
Terapia Cognitivo Comportamental e Contextuais para Adolescentes e Adultos e Orientação Parental (Crianças e Adolescentes ).
📍Atendimento on-line.

Publicado no dia 30 de julho de 2025!

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